CYBER // CAIPIRA

O interior é o refúgio dos corações livres

Sobre

Oi, eu sou Alexandre Parmindo. Este aqui é meu refúgio do mundo, então não liga pra bagunça.

Eu estou exausto das mídias sociais modernas e seus algoritmos predatórios, feitos como armadilhas para nos entregar propaganda direcionada, ansiedade generalizada e "medo de estar perdendo algo" quando não estamos vidrados numa rolagem infinita de vídeos curtos. Hoje a internet pra muita gente se resume a três ou quatro plataformas, geridas com um único intuito: gerar lucro para seus acionistas monopolizando a economia da atenção.

Longe de mim querer ser o tiozão do "no meu tempo era melhor", mas a internet 20 anos atrás era completamente diferente. Fóruns, comunidades, sites e blogs pessoais extremamente diversos e criativos. Foi ali, naquele momento histórico, com uma internet discada somente após a 00:00, que o pequeno Parmindinho percebeu tão cedo o que gostaria de fazer na vida. No "Clube do Hardware" e no "guanabara.info", este jovem que vos escreve estava engatinhando naquilo que já era a sua maior paixão.

Mas a internet na época era muito mais do que isso. Na verdade sequer era quantificável. O conteúdo criado nos sites e fóruns não gerava valor monetário algum. Apenas estavam lá pela simples vontade de alguém se expressar. E isso não existe mais. A "teoria da internet morta" já não é mais uma conspiração. Estudos recentes mostram que robôs e sistemas baseados em "heurística de linguagem em larga escala" (infamemente chamado de inteligência artificial) já produzem a maior parte do conteúdo com o qual interagimos.

As Big Techs limitam a nossa capacidade de expressão. Nós temos nas mãos uma ferramenta tão extraordinariamente revolucionária, com capacidade de processamento milhões de vezes maior que todos os computadores da NASA e do Programa Espacial Soviético na década de 1960 somados, porém estamos limitados a nos expressar apenas trocando a foto de perfil e escrevendo uma bio de um parágrafo.

Eu odeio textos que reclamam da situação estrutural e sufocante do capitalismo atual sem dar qualquer proposta do que é possível fazer para ao menos diminuir essa sensação de impotência. Não serei eu a cometer esse erro. Acredito que exista sim uma forma de restaurar a Internet para que sejamos novamente pessoas dentro dela, não somente consumidores. Ao invés de usar uma rede social, por que não fazer seu próprio site?

Não existe mais a possibilidade de não usarmos a internet no mundo atual, nem acredito que essa seja a saída. Minha ideia com este meu site é, além de compartilhar minhas maluquices, ajudar quem estiver afim de começar um. Eu estou convencido que o aprendizado de HTML e CSS (linguagens de marcação de texto básicas para criação de páginas como essa aqui) é um marco civilizatório básico para o mundo do século XXI. Este conhecimento permite exercer autonomia, criatividade e individualidade neste lugar digital que tanto molda nossas vidas e experiências humanas.

Foto minha sendo lindo
Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar - Alberto Caeiro